FSM: Resistência e luta dos povos africanos
O Fórum Social Mundial retornará à África em
2011. Depois de Nairóbi (Quênia), Dacar, capital senegalesa, receberá a
edição centralizada entre 6 e 11 de fevereiro de 2011, diferentemente de
anos anteriores em que acontecia nos mesmos dias do Fórum Econômico de
Davos. Com enfoque na história de resistência e luta dos povos
africanos, o FSM 2011 deverá encontrar a interface necessária com as
lutas e as estratégias globais comuns à África, ao Sul e ao resto do
mundo. Por isso, os eixos temáticos do Fórum devem levar em consideração
as principais preocupações dos movimentos sociais de todo o globo. Os
eixos estarão em consulta pública até 10 de setembro.
Para os organizadores, o retorno do FSM à África expressa solidariedade
ativa do movimento social internacional, apoio bem-vindo já que “a
África corre o risco de pagar pela crise atual do capitalismo, já
estando enfraquecida pelos programas de ajustes estruturais da década de
1980 e 1990.”
Os seis dias do evento serão organizados da seguinte maneira:
1º dia (6/02/2011): Marcha de Abertura
2º dia (7/02/2011): Dia da África e da Diáspora
3º dia (8/02/2011): Atividades autogestionadas
4º dia (9/02/2011): Atividades autogestionadas
5º dia (10/02/2011): Assembleias Temáticas
6º dia (11/02/2011): Manhã: Assembleias Temáticas/ Tarde: Assembleias das Assembleias
A experiência de dez anos do FSM preparou esse momento para ser um
espaço dedicado a fortalecer a capacidade ofensiva contra o capitalismo
neoliberal e seus instrumentos; aprofundar as lutas e resistências
contra o capitalismo, imperialismo e opressão, além de propor
alternativas democráticas e populares.
Local e inscrições
O campus da Universidade Cheik Anta Dioup será o local central da
realização do Fórum. Abrigando salas, anfiteatros e espaços abertos para
realização das atividades e/ou para tendas temáticas, Acampamento
Internacional da Juventude e palcos. Será possível fazer as inscrições
virtual e manualmente. Estas destinadas àqueles com pouco ou nenhum
acesso à internet e aos meios de pagamento online via cartão de crédito,
como previsto no sistema que está sendo desenvolvido. Ainda com a
intenção de democratizar o acesso, as taxas serão aplicadas a partir de
diferentes critérios geopolíticos e de grupos sociais, de modo a atender
a pluralidade dos participantes. A intenção é que as inscrições online
estejam disponíveis a partir de outubro.
Alimentação, água e resíduos
Com os objetivos de dar maior visibilidade à cultura alimentar local e
valorizar e favorecer a participação ativa dos camponeses e pequenos
agricultores, serão vendidos produtos locais ou regionais (África
Ocidental) de pequenos produtores no território do FSM. A ideia é que os
participantes também consumam produtos da 12ª Foire Internationale de
l'Agriculture et des Ressources Animales (FIARA), feira conhecida na
região que acontecerá nos dias do evento.
Em relação à água, o COS tem a preocupação de não contribuir com a
inflação de seu preço. Por isso, está estudando a viabilidade de
oferecimento gratuito de água por meio de fontes com mecanismo de
filtragem para evitar também o uso de garrafas plásticas. Está previsto
um trabalho de conscientização a respeito do lixo, tanto no sentido de
evitar a sua formação quanto no de seu recolhimento e seleção. O Comitê
tem integrado catadores de lixo/recuperadores na Comissão de Logística
para elaborar alternativas a esse respeito.
Acomodação e Acampamento Internacional da Juventude
Para evitar grande flutuação de preços, uma negociação aberta com
diversos hotéis da cidade está em curso para assegurar tarifas
promocionais aos participantes. Algumas opções de hotéis já estão
disponíveis em http://fsm2011.org/fr/hebergement.
Além destas alternativas, a Comissão de Juventude está trabalhando para a
realização do Acampamento Internacional da Juventude no interior do
Campus (local ainda não definido).
Para dar conta de particularidades da cidade, alguns outros itens da organização também estão sendo pensados:
- Acessibilidade no evento, especialmente para as pessoas com mobilidade reduzida;
- Mobilização e treinamento de voluntários para lidar com pessoas de idade avançada e deficientes visuais;
- Facilitação do processo de obtenção de vistos de entrada no país, dada
a impossibilidade de assegurar a gratuidade de sua emissão;
- Trânsito e transporte: negociação, em curso, junto ao sindicato dos
transportes para sensibilização dos motoristas tanto de transporte
público quanto de táxis, além de estudos sobre a sinalização do FSM.


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