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A maior conferência estadual de mulheres
Termina hoje a 3ª Conferencia Estadual de Mulheres de São Paulo, processo para levantar prioridades e eleger as representantes que irão à Brasília, para a etapa final da conferência. O bicho vai pegar!
Diversidade é novamente a principal visão ao se olhar as mais de mil mulheres participantes da noite de abertura da 3ª Conferencia Estadual de Mulheres de São Paulo. Entretanto, olhando melhor logo se via, na indumentária das lideranças, sensíveis diferenças entre umas e outras. Algumas, especialmente as que fazem parte do Conselho Estadual da Condição Feminina – CECF, organismo indicado pelo governo estadual para organizar a conferência, vestiram-se no salto agulha e nos brilhos para a festa. As outras, felizmente em maior número, vestidas como no dia a dia de uma luta cotidiana, como é a luta das mulheres, em várias frentes, pela emancipação da mulher, pela sua visibilidade na política, pela conquista dos direitos humanos mais elementares.
Mesa de abertura da conferência
Dentro da “sacolinha” entregue às participantes, ressaltam alguns produtos. Um boletim colorido “Beleza pede Passagem” chama a atenção. É o informativo do Sindicato dos Empregados em Institutos de Beleza para senhoras. Elas de fato ajudam a democratizar a “beleza de salão” (como diz Zeca Baleiro), realizando “voluntariamente” maquiagem e penteado em mulheres de outras instituições. Oferecem cursos profissionalizantes, especializações no tipo de beleza propagado pela grande mídia - ideal da imagem de mulher “alta, loira, magra, cabelos lisos e olhar sedutor”, com que a indústria cosmética e de “medicina” estética conseguiu colocar o Brasil em segundo lugar no consumo destes produtos. E baixar a autoestima da grande maioria das mulheres, que estão muito longe de ser Gisele Bündchen. Será que o sindicato, com alto índice feminino na categoria, produz alguma discussão crítica sobre a padronização da beleza a que nossas mulheres estão submetidas? Será que elas percebem o papel nefasto que os grandes meios de comunicação – o já consagrado PIG – exercem, com a imagem de mulher que propagam, e com as peças publicitárias que os sustentam?
Mas, este é outro assunto, aliás um dos eixos que está sendo discutido nesta conferência. Os materiais que vieram na sacolinha para uso no correr das atividades são de primeira, de boa qualidade. Embora com algumas informações incompletas e outras desatualizadas, já que não houve tempo de incluir decisões tomadas horas e momentos antes do início do evento, graças a atuação na organização das militantes do movimento de mulheres. Estas, a muito custo, conseguiram participar da organização na reta final, nas comissões de trabalho, um espaço que a princípio decidia muito pouco e com a presença das componentes do CECF privilegiada. Sim, porque na direção da coisa só puderam entrar mulheres pertencentes ao Conselho. O trabalho, esse sim foi dividido, até porque elas sabiam pouco o que fazer em muitos momentos, não têm experiência alguma no exercício da democracia, ainda mais assim direta, o clima de trabalho foi sempre muito tenso.
Detalhes maiores estão numa “Carta aberta às delegadas a Conferencia Estadual de Políticas para as Mulheres de São Paulo”, assinado por várias organizações do movimento feminista e dos movimentos sociais, que circulou na conferência. Também nas moções aprovadas em todos os grupos de discussões, muitas de repúdio ao autoritarismo posto na direção da organização da Conferência. Ainda que, pelas regras colocadas pela SPM (Secretaria Nacional de Políticas para as Mulheres) e seguidas nas demais conferências, o processo deve ser conduzido paritariamente pelo Governo e sociedade civil organizada. Outros repúdios são aos dias escolhidos para o evento, abrindo no sábado à noite e terminando na segunda-feira! Acreditem! Ao espaço da conferência, que não mereceu uma linha da grande imprensa, não ter internet livre para que as mulheres pudessem publicar nos blogs e redes sociais, divulgando o que está acontecendo.
Voltando aos “mimos” oferecidos às delegadas (detesto este termo, não quero mais ser delegada, quero ser participante, representante...), recebemos também uma “echarpe” de tecido delicado, lilás e com o logo da conferência, broche com o logo e um arranjo floral para prender no cabelo (ou no lenço...), que gerou muito questionamento entre as participantes. Flores de pano lilás, cheias de brilhos, usadas geralmente com os vestidos de casamento e grandes festas. Boa parte das mulheres está utilizando as flores, padronizando o visual da plenária, mas muitas se recusam e questionam a origem da compra realizada. Sabemos de cooperativas de mulheres, aquelas que a economia solidária incentiva visando a autonomia, que produziriam flores lindas de crochê ou de tecidos, em diversas artes populares; mas o Conselho deve ter adquirido aqueles mimos na 25 de março. É típico de lá.
“Rave” da Condição
o assédio à Erundina
Claro que estas são apenas impressões imediatas de primeiro grau. As que viriam a seguir naquela noite de sábado confirmaram o despreparo do Conselho e de sua presidenta, Delegada Rose (Rosmary Correa), na condução do exercício democrático. E isso, depois de uma abertura, onde tivemos as maravilhosas falas de Luiza Erundina – a mais afagada e assediada para fotos e quetais ao final da mesa de abertura -, da Ministra Iriny Lopes, também assediada e da deputada estadual Ana Perugini, todas comprometidas com as causas feministas.
Acontece que antes do “coquetel” que encerraria a noite, estava programada a aprovação do Regulamento interno da Conferência. E embora muitas negociações difíceis tivessem ocorrido até minutos antes do início da plenária, o bicho pegou em diversos pontos do regulamento. O principal, a questão do término da conferência na segunda-feira, dia da eleição das representantes que irão à Conferência Nacional, em Brasília. Sobretudo as mulheres trabalhadoras colocaram da dificuldade de presença na segunda-feira, e reivindicaram eleição das delegadas no final do domingo. Não passou.
A hora do pânico!
A composição da Comissão Eleitoral, a ser apresentada à plenária também demorou a ser fechada. Mas houve muitos outros questionamentos, o que foi deixando a Delegada Rose cada vez mais delegada e menos presidenta de um conselho e da condução de uma plenária. A começar pela incapacidade de dirigi-la democraticamente, a falta de prática com o processo de votação, com todo o ritual enfim. O que gerou um ambiente cada vez mais conturbado, até que ela repentinamente suspendeu a plenária por dez minutos. Quando conseguimos enfim terminar a votação, a mulherada estava com tanta fome, que devorava o lanche servido no coquetel.
Como sempre, o sábado começou com a assinatura de presença, onde ganhamos uma pulseirinha lilás, daquele tipo dado em parques temáticos ou em festas de grandes ambientes e duração, daquelas que não podemos tirar nem prá dormir, o que valeu o apelido de “Rave da Condição” para o evento. A mesa de abertura teve inicialmente a fala da Delegada Rose, pelo Governo Estadual, no balanço de suas políticas para as mulheres desde a última conferência. A presidenta do Conselho tem a responsabilidade, também dada pelo governador Serra, de gerir o Pacto Nacional pelo Enfrentamento à Violência contra a Mulher em São Paulo, aquele cujo governo levou mais de dois anos para assinar, por ser programa federal e do qual ainda não vimos resultados concretos e nem temos acesso a seus dados para monitorar.
Criatividade não falta às mulheres. Enquanto a Delegada Rose fazia seu balanço, no plenário surgiam pronunciamentos visuais por meio de cartazes, questionando os dados sobre violência apresentados. Mesmo assim, foi o ponto onde ela conseguiu apontar alguns avanços, ou seja, nada de política estadual. No balanço da saúde, informes como o de que o índice de atendimento no Estado ultrapassou os 80% me foram questionados pela doutora Ana Cavalcanti, médica, servidora municipal e feminista. Para ela, esse dado não combina com os índices de mortalidade materna que ainda temos e com a redução do atendimento nos hospitais públicos, que ela tem visto. Exemplo citado é o Hospital do Mandaqui, que terá os leitos para parto diminuídos de 250 (já muito pouco) para 150, como também as salas de pré-parto, onde haverá apenas 2 leitos!
Expositoras do segundo dia
Nalu Faria fez fala aplaudida pela sociedade civil. Com análises desde a importância para a autonomia da mulher da divisão nas tarefas domésticas, o valor desse trabalho, dos outros, o necessário compartilhamento de responsabilidade com os filhos, passando pelas críticas ao agronegócio até a reivindicação de um Conselho Estadual da Mulher eleito democraticamente. A deputada estadual Janete Pietá entusiasmou a plenária com forte defesa do protagonismo e visibilidade das mulheres, e da necessidade de ocuparmos espaços no poder, defendendo uma reforma política, onde haja voto em lista com paridade e alternância. Também fez uma fala a deputada Leci Brandão. Ao final dessa mesa, o informe dado pela presidenta da Conferência foi de que tínhamos a presença de 82% das representantes da sociedade civil e de 28% da representação dos governos municipais e estadual. O Shopping Center Norte reabriu na última sexta-feira.
O resto do sábado foi de intensos debates nos grupos temáticos que reúnem os dez eixos do 2° Plano Nacional de Políticas para as Mulheres. Alguns bem tranqüilos, até bem humorados, como o de Cultura e Comunicação. Outros bastante disputados, como o de Trabalho, ou de Violência. Neste, onde participava a Delegada Rose e apoiadoras, teve até presença de “delegada” da Polícia Militar portando a sua arma, e parte do grupo queria que a servidora estadual levasse sua arma para fora do recinto, o que foi interpretado como discriminação com a trabalhadora policial. Como se as médicas estivessem com seus estetoscópios, as cabeleireiras com suas escovas, além de defendermos a desmilitarização da sociedade e da polícia.
Hoje a segundona promete. Plenária o dia todo, com disputa e definição das propostas que serão levadas por São Paulo e, principalmente, a eleição das representantes à Brasília. Pena que a imprensa, como sempre, dá nenhuma atenção aos saberes e fazeres das mulheres. Sobretudo na política. Como é difícil transformar, o que dirá derrotar, a estrutura de poder nesta sociedade, que continua opressora, patriarcal, machista, racista, discriminadora e criminalizadora do diferente e do pobre, e que tenta manter a mulher na cama e na cozinha!
Das redes às ruas contra a homofobia
Polícia chega aos suspeitos da agressão a casal gay. Manifestação virtual ganha a rua. Sábado, em frente ao restaurante O Mestiço. Segunda, em frente à Decradi, durante a identificação.
A Polícia Civil identificou os suspeitos de agredir um casal gay na madrugada de sábado, primeiro de outubro, na Rua Fernando de Albuquerque, próxima da Avenida Paulista. Os policiais chegaram aos nomes a partir da lista de clientes que estavam no Sonic Bar. Um suspeito prestou depoimento na tarde desta sexta-feira, 07/08.
Durante o depoimento, o suspeito confirmou ter brigado com os homossexuais, mas negou que o confronto tenha sido motivado por homofobia. O jovem, que não teve a identidade revelado, foi acompanhado por seu pai e um advogado e agora irá responder ao crime em liberdade. A polícia não deverá pedir a prisão de outro suspeito se este se apresentar para prestar depoimento da sua versão do ocorrido.
O advogado do jovem, Severino Ferreira, para uma entrevista para o site do G1, deu uma versão diferente para a briga.Para ele, seus cliente e amigo é que foram vítimas e não agressores da briga.
“Meu cliente e o colega dele nem sabiam que os dois homens que quiseram brigar com eles eram gays. Só souberam pela televisão. Meu cliente tem amigos gays, portanto a tese de que a briga foi motivada por homofobia é descabida. Meu cliente tem amigos gays, trabalha e estuda e nunca passou pela polícia antes”, disse Ferreira.
Segundo o advogado, seu cliente relatou que foi com o colega ao bar e paquerou duas garotas. “Elas não deram bola para eles. Em seguida, elas beijaram esses dois que brigaram com o meu cliente e o colega dele. Para não ter confusão, meu cliente e o colega foram embora, mas esses dois os seguiram até o posto e os provocaram, partindo para cima deles, que só brigaram para se defender”, disse o advogado, que também não quis revelar o nome do seu cliente e nem do colega dele.
O rapaz que compareceu ao Degradi (Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância), confirmou que é ele que aparece com a camiseta azul clara nas imagens gravadas pelas câmeras de segurança da loja de conveniência do posto de combustíveis que fica na esquina na Rua Bela Vista com Rua Fernando de Albuquerque. Segundo as vítimas, é o homem de camiseta escura quem quebrou a perna do coordenador.
Mas o advogado Ferreira nega, também, que seu cliente e seu colega tenha quebrado a perna do coordenador. “Pelo que o meu cliente disse, foi o próprio coordenador quem quebrou a perna sozinho ao cair da sarjeta”.
O coordenador, de 30 anos, que não teve a identidade revelada, namorado da outra vítima, Marcos Paulo Villa, teve a perna quebrada por chutes e não pela própria queda como que o suspeito insinuou. Ele foi internado nesta semana com traumatismo craniano, depois de reclamar de fortes dores de cabeças. Manifestação virtual ganha a rua
Inconformados com a violência sofrida por seus amigos, o designer e música William Cavagnolli e a designer gráfica Cris Naumovs, criaram um evento no Facebook chamado “Todo mundo gay no Facebook“, que pede para que cada um trocasse a foto do seu perfil por uma personalidade gay. Eles também estão convocando uma manifestação para a noite deste sábado, na frente do restaurante O Mestiço, local onde houve a agressão.
Na página no Facebook, eles pedem para que levem uma vela para a manifestação quer será “um ato em silêncio”.São 2.820 usuários do Facebook que assinalaram que irão ao evento ou que estão apoiando a manifestação.
Para o Bloygay, do jornalista Vitor Angelo, na Folha de São Paulo, William declarou que “devemos cobrar atitude do Governo para que se cobre da polícia e da sociedade em forma de lei e conscientização. Espero poder ajudar de alguma forma e que na rua vire um ato simbólico não de protesto, mas de aviso. Pois você, seu filho que não é gay ou seu sobrinho que não é gay pode ser confundido com um gay e ser morto por isso”.
Eventos contra violência homofóbica:
Manifestação: sábado, 08 de outubro, às 23h30 Onde?: Frente do restaurante O Mestiço, Rua Fernando Albuquerque, 277
Vigília: segunda feira, as 13 horas, Decradi - Delegacia especializada em crimes de ódio e intolerância, em apoio a Marcos Villa e Julio Piazza no momento da identificação dos agressores.
Ver online : Gay.com.brTodo dia é dia da criança
Nestes dias em que a televisão ideologiza e bestifica a infância induzindo ao consumo desenfreado, eu busco Jesus e Nietzsche, esses meus amigos, para tentar soprar algum segredo mágico nos ouvidos que sabem ouvir: ouvidos de criança.
Por Elaine Tavares – jornalista
Dois homens, os quais amo muito, disseram coisas muito semelhantes sobre a criança. Um deles foi Jesus. Ao verem o mestre, numa de suas paradas, entre os caminhos poeirentos das estradas da Palestina, ser rodeado pelos pequenos barulhentos, os seus companheiros decidiram enxotá-los, acreditando que era isso que Jesus desejava. Mas o Rabi fez foi enxotar os apóstolos. “Deixai vir a mim as criancinhas, porque é delas o reino do meu pai”. Daquela cena fala Lucas, em seu evangelho: “O reino de Deus é dos que se parecem com as crianças. O que não receber o reino como uma criança, não entrará nele”, ( Lucas.18:15).
Bem mais tarde, Nietzsche, na Alemanha, vai oferecer ao mundo sua visão de super-homem. Para ele, o super-homem é, justamente, a criança. No seu lindo livro “Assim falava Zaratustra”, Friedrich diz: “Dizei-me irmãos: que poderá a criança fazer de que o próprio leão tenha sido incapaz? Para que será preciso que o altivo leão tenha de se mudar ainda em criança?” A resposta é a chave para a idéia de super-homem. Diz Zaratustra que a criança é a inocência, o esquecimento, um novo começar, um brinquedo, uma roda que gira sobre si. “Para jogar o jogo dos criadores é preciso ser uma santa afirmação. O espírito quer agora a sua própria vontade, tendo perdido o mundo, conquista seu próprio mundo”.
A criança não sabe das maldades do mundo, não foi domesticada pela sociedade onde está inserida. Nela não há bem, nem mal, apenas o viver, a descoberta. A surpreendente descoberta de um dedo que se move, de um pé, de coisas que a rodeiam e sobre as quais ela nada sabe. É por isso que um bebê pode sorrir diante de um lobo, ele não sabe do mal, está cheio de encantamento pela vida que passeia diante de seus olhos. É isso que o profeta Zaratustra, de Nietzsche, vem dizer quando propõe a “terceira transformação”. Nenhum mal, nenhum bem, só esse encantamento, esse brilho no olhar, essa sede de descobrir.
É na criança que se vê, inteira, a coragem, a nobreza, a aceitação da diferença, a força que desloca para frente, destemida. Percebe-se aqui o amor imenso de Nietzsche pelo ideal pré-socrático. A criança de Nietzsche é um pouco o herói homérico, guerreiro que vai para a luta pensando em nada. Só a vontade de lutar o impulsiona e, se sai vivo da batalha, celebra a vida que continua. Nem bem, nem mal.
Por isso, esses homens tão desiguais se encontram em mim, porque também acredito que é preciso que a gente nunca perca de vista a criança em nós. Porque só assim entraremos no “reino” (a vida boa e bonita), porque só assim nos tornaremos aquele que podendo fazer tudo, só faz o que é nobre (o super-homem).
Nesses dias que antecedem o dia da criança observei muitas coisas estranhas. Na internet rolou um movimento de colocar desenhos para denunciar a violência contra a criança, e coisas do tipo. Acredito que isso pode ser válido, mas não é suficiente. A violência contra as crianças começa dentro da gente. Todo o drama da violência que vimos expressado cotidianamente nos programas televisivos de desgraças e nas páginas policiais é fruto da ação de adultos que perderam sua criancice. Seja pela desgraça da miséria e da dor que pode ter sido tão grande que os endureceu, seja pela violência de um sistema que tem por premissa básica o lema: para que um viva, outro tem de morrer.
Quando vejo por aí essas caminhadas pela paz, ou esses movimento virtuais, isso me desconforta. Não basta pedir paz aos “bandidos”. Essas criaturas que andam pelos caminhos roubando e matando não são sensíveis a isso. Elas querem é ver mudanças concretas nas suas vidas. Por que raios dariam paz a uma classe que as oprime e destrói? E aí o círculo da violência segue girando.
O concreto da luta pela paz é a mudança real de cada ser humano. Viver como criança, sentir como criança, brincar como criança, amar como criança. Gratuidade, alegria, partilha. Caminhar nessa beleza é o primeiro passo. Depois, já impregnados dessa ternura infantil, a gente sai para a vida, para mudar o mundo. No partido, no sindicato, no movimento, na luta real, concreta, nas estradas secundárias. Mudar o sistema, o modo de organizar a vida. Atuar no sentido de tornar todos crianças, capazes da nobreza, do bem-viver.
Nestes dias em que a televisão ideologiza e bestifica a infância induzindo ao consumo desenfreado, eu busco Jesus e Nietzsche, esses meus amigos, para tentar soprar algum segredo mágico nos ouvidos que sabem ouvir: ouvidos de criança.
Assim, quem sabe, em vez de comprar presentes de plástico, a gente não sai por aí dando cambalhota, pulando amarelinha, brincado de esconde-esconde, cantando cantigas de roda, passando rasteira nos vilões do amor? Precisamos ser crianças, todos nós... Só assim, quem sabe, essa coisa egoísta e fútil que se tornou o mundo, começa a mudar.
E se as economias solidária, criativa e verde estivessem em uma única agenda?
Observo no dia a dia, que muitos esforços são desperdiçados no campo da sustentabilidade, pois o mesmo propósito central é fragmentado quando se trata de otimizar ações na área socioeconômica e ambiental.
Então, se fizéssemos o seguinte exercício: colocar a economia solidária, criativa e verde em uma mesma agenda? Será que não daria liga? Afinal, não têm propósitos afins? Hoje, no entanto, são temas discutidos separadamente, o que tira a força das ações.
A ampliação do espaço destinado à economia solidária (ecosol) no Brasil ainda está longe do ideal, quando olhamos para o perfil do mercado. Políticas públicas no setor foram iniciadas em 2003, ano em que foi criado o Fórum Brasileiro de Economia Solidária( http://www.fbes.org.br/) e a Secretaria Nacional de Economia Solidária –SENAES (http://www.mte.gov.br/ecosolidaria/...), no Ministério do Trabalho e Emprego. Em um resultado prévio do primeiro mapeamento do setor em vigor no país, por meio do Sistema Nacional de Informações em Economia Solidária – SIES (http://www.mte.gov.br/ecosolidaria/...), os resultados são os seguintes: mais de 21 mil empreendimentos, que envolvem 1,8 mi de pessoas em 41% dos municípios brasileiros.
Atualmente há mais organizações no Nordeste (quase 10 mil), seguido do Sudeste, com cerca de 4 mil e do Sul, com 3,6 mil.
“Até o final do ano, pretendemos totalizar 30 mil cadastros em 70% dos municípios”, disse Valmor Schiochet, diretor do Departamento de Estudos e Divulgação (DEAD), da SENAES, durante a I Semana de Economia Solidária no ABC Paulista, no último dia 29 de setembro, realizada na Universidade Federal do ABC (UFABC).
Para conseguir ampliar esses números, o principal empecilho, segundo ele, se encontra no acesso ao financiamento. “Nos últimos oito anos, ainda não conseguimos uma linha de crédito para disponibilizar recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) para a ecosol”. Schiochet explica, que mesmo o formato tripartite, ao envolver os trabalhadores, não facilita essa abertura e cerca de 60% dos recursos seguem para o BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.
“A SENAES chegou a promover um curso de 60h para gestores do BNDES quanto à viabilidade de liberações para o segmento....Em Mococa, estão assinando agora uma concessão de crédito para a recuperação de uma empresa”, citou como um exemplo de sinal de mudanças que podem se expandir futuramente. O Banco mantém em sua estrutura a Área de Inclusão Social/ Departamento de Economia Solidária, em que consta como beneficiários: Empreendimentos de economia solidária que exerçam atividades produtivas e não tenham capacidade de endividamento e associações sem fins lucrativos que não tenha por finalidade o exercício de atividade econômica. No entanto, a ecosol tem um desafio ainda maior – atingir quem enfrenta a miserabilidade. “Os que têm renda abaixo de R$ 70 por mês não são o seu público e nem sabem que existe essa alternativa. O nosso desafio é inseri-los, de forma que haja o desenvolvimento territorial. É preciso uma política de abordagem diferenciada, que não pode ser só indutiva”.
Por outro lado, ele informou que as implementações de incubadoras tecnológicas de cooperativas populares estão sendo retomadas. “Hoje são aproximadamente 100 incubadoras universitárias...”. Como ponto positivo também avalia o avanço das finanças solidárias, com mais de 50 experiências de bancos comunitários. “Também avançamos no diálogo com o Ministério da Educação, com relação ao conteúdo do ecosol no programa de formação da Educação de Jovens e Adultos (EJA). Outra ação é o projeto Mulheres Mil (http://mulheresmil.mec.gov.br/)”.
Especialmente em São Paulo, o diretor contou que uma novidade se refere à organização da rede de saúde mental e ecosol.
Mas para que todas essas iniciativas ganhem força, se espera que sejam aprovados o Fundo, o Sistema e a Política Nacional de Economia Solidária, cujo projeto (de iniciativa popular) foi encaminhado ao Congresso. O documento foi estruturado pelo Conselho Nacional de Economia Solidária, em 2010. Existe uma campanha em andamento a respeito, no site (http://cirandas.net/leidaecosol).
A Frente Parlamentar da Economia Solidária foi relançada, em maio deste ano, com a participação de 213 deputados. Uma das propostas que tramitam no Congresso é a do PL 865/2011, que cria Secretaria da Micro e Pequena Empresa, com status de ministério, que incorporaria o Conselho Nacional de Economia Solidária.
Mas na ordem do dia está outra questão crucial de quanto a SENAES terá no Plano Plurianual PPA (2012/2015) para poder viabilizar seus projetos. “...A maior parte do orçamento da pasta atualmente é na área de resíduos sólidos e cooperativas de catadores e isso é mérito do próprio movimento”, disse Schiochet.
Mais um desafio é inseri-la, de forma concreta, na agenda da economia verde da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), que será realizada em junho do ano que vem. “A economia solidária é uma economia verde e corresponde organicamente, no campo da agroecologia e também como modelo de reconversão produtiva. Há esforço das cooperativas da área rural nesse sentido. Mas na economia verde dos tratados internacionais, a ecosol está fora do debate”. Oficialmente também não integra o planejamento da Copa do Mundo de 2014.
Economia criativa Mas é aí que o Governo Federal, por meio do Ministério da Cultura, anunciou o apoio à chamada economia criativa, que envolve atualmente artesãos e artistas, num número estimado de 3,7 milhões de pessoas. Em 30 de setembro, foi assinado um convênio com o Serviço Brasileiro de Apoio a Micro, Pequena e Média Empresa (SEBRAE) para criar o Observatório da Economia Criativa e incentivo a parcerias com empresas e bancos.
De olho na Copa, deverão ser identificadas vocações criativas nas 12 cidades-sede do campeonato, que será iniciado no Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e Salvador. As informações serão relacionadas com as 87 oportunidades identificadas no Mapa de Oportunidades para as Micro e Pequenas Empresas nas Cidades-Sede, desenvolvido pelo próprio Sebrae em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV).
Em 2001, John Howkins, na obra The Creative Economy, a definiu como resultado de atividades (criação, produção e distribuição de produtos e serviços) em que os indivíduos exercitam a sua imaginação e conhecimento e exploram seu valor econômico.
No Brasil, o tema da economia criativa começou a ser aprofundado a partir de 2005, com o Fórum Internacional de Indústrias Criativas, em Salvador. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), estima-se que ela responde por 8% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial.
E ao chegar à economia verde, um conceito em formação, que foi lançado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), em 22 de outubro de 2008, a proposta é de mobilizar e reorientar a economia para investimentos em tecnologias verdes e infraestrutura natural. De uma maneira preliminar o conceito quer dizer: “É a economia que resulta em melhoria do bem-estar humano e equidade social, ao mesmo tempo em que reduz significativamente os riscos ambientais e a demanda sobre recursos escassos do ecossistema. Uma economia verde e inclusiva é caracterizada por um crescimento substancial nos investimentos em setores econômicos que, visando tais resultados, aproveitam e potencializam o capital natural do planeta”.
É importante não perder de vista que é um dos temas principais da Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável – Rio+20, que será realizada em junho de 2012. Voltando à reflexão do início: e se todas essas propostas de ‘economias' caminhassem juntas, será que não chegaríamos próximo do tripé da sustentabilidade?
Nota de rodapé: *Empreendimentos de economia solidária: São iniciativas de projetos produtivos coletivos, cooperativas populares, redes de produção, comercialização e consumo, instituições financeiras voltadas para empreendimentos populares solidários, empresas autogestionárias, cooperativas de agricultura familiar, cooperativas de prestação de serviços, entre outras. Esta nova realidade do mundo do trabalho contribui, de forma significativa, para o surgimento de novos atores sociais e para construção de novos espaços institucionais. (Fonte: SENAES)
*Economia criativa: Economia Criativa é quando capital intelectual e conhecimento se transformam em geração de trabalho e renda. É um novo modelo de gestão e negócios baseado no bem intelectual, e não no industrial ou agrícola. (Fonte: SEBRAE)
*Economia verde: Green Economy. Disponível em: http://www.unep.org/greeneconomy/. Acesso em: 05/10/2011
Rumo à uma Economia Verde: Caminhos para o Desenvolvimento Sustentável e a Erradicação da Pobreza – Uma Síntese para Tomadores de Decisão. Pnuma. Disponível em: http://www.pnuma.org.br/arquivos/Ec.... Acesso em: 05/10/2011.
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Blog Cidadãos do Mundo - jornalista Sucena Shkrada Resk - www.twitter.com/SucenaSResk
Ver online : Blog Cidadãos do Mundo - jornalista Sucena Shkrada ReskRio: população vai fazer “faxina" na TV Globo
A "lavagem da Rede Globo" faz parte das comemorações da Semana Internacional pela Democratização da Mídia, que acontece entre os dias 17 e 21 de outubro, com programação em todo o país. A “faxina” na Globo acontece na quarta (19), no Jardim Botânico, a partir das 13 horas. As pessoas estão sendo convidadas pelo Facebook.
“Traga sua vassoura, seu cartaz e junte-se a nós!” Este é mote do evento, que promete: “a população do Rio de Janeiro fará a faxina que a Rede Globo merece.”
Os organizadores do ato são o RioBlogProg, FALE-Rio, UEE-RJ, DCE FACHA e UJS.
Consulta pública
A Semana Internacional pela Democratização da Mídia, que apresentará programação intensa em todo o país, terá como tema principal o Marco Regulatório das Comunicações, atualmente aberto à consulta pública no link http://www.comunicacaodemocratica.o...
A consulta estará aberta até o dia 7 de outubro. A versão consolidada deve ser lançada no dia 18 de outubro, Dia Mundial da Democratização da Comunicação.
Qualquer cidadão pode entrar no link e participar da consolidação da nova plataforma do marco regulatório, veja como:
■Na página A Plataforma você pode ler o texto completo. Clique nos títulos de cada parte ou de cada diretriz para contribuir em relação àquele item;
■Você pode inserir uma nova contribuição ou responder a uma contribuição já publicada;
■As contribuições podem ser propostas de alteração, inclusão ou supressão de trechos, e preferencialmente devem vir acompanhadas de uma justificativa;
■Se quiser sugerir um item que não esteja contemplado entre as 20 diretrizes da plataforma, apresente a proposta na página Diretrizes fundamentais;
■Contribuições gerais sobre a Plataforma, que não se encaixem em nenhum dos outros itens, devem ser publicadas em (contribuições gerais).
Ver online : http://www.vermelho.org.br/noticia....Sobram limitações, falta tecnologia
A implementação do PNBL (Plano Nacional de Banda Larga) tem sido pauta permanente em debates da sociedade civil organizada. Principalmente após o acordo firmado em junho último, entre o Ministério das Comunicações e as empresas de telecomunicações, que prevê conexão de 1Mbps (Megabit por segundo) a R$ 35,00 em todos os municípios do País até 2014.
Conforme explica João Brant, do Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicações e integrante da campanha “Banda larga é um direito seu!”, o termo assinado é considerado um retrocesso pelos movimentos sociais porque não impõe às teles metas de qualidade, de continuidade e de universalização para o acesso à internet. “É fundamental que o governo entenda que somente a prestação do serviço em regime público trará obrigações para a massificação da banda larga e tarifas mais baratas”, enfatiza.
Ainda segundo ele, o acordo possui uma série de “letras miúdas”, como limite para download de arquivos, de velocidade e venda casada com a telefonia fixa. “O plano atual está muito aquém do que o próprio governo propôs no ano passado. Apesar de limitado, o modelo anunciado em 2010 nos dava a esperança de que o governo assumiria as rédeas do PNBL. No entanto, quando começou a ser implementado em 2011, voltou-se aos interesses privados quando deixou de impor obrigações. Não há garantias de oferta ampla do serviço, que pode ficar restrito às áreas mais rentáveis dos municípios”, explica.
Para Sérgio Amadeu, professor da Universidade Federal do ABC, o mais grave da atual proposta é o limite de download de 300MB (Megabytes) por mês, que, na prática, cria uma categoria de banda larga diferenciada, na qual o consumidor pagará pouco, mas terá restrição de uso. “Para se ter uma ideia, um vídeo baixado no youtube pode consumir até 100MB de uma só vez. O serviço é muito limitado, e o internauta terá dificuldade de fazer um curso online baseado em multimídia, por exemplo. E, pior, se esgotar o limite e fizer mais downloads, pagará valor adicional”, menciona.
A velocidade também é questionada por Amadeu, que cita a disparidade entre o serviço de banda larga oferecido no Brasil e em países desenvolvidos como a Alemanha, que pretende até 2016 disponibilizar a internet a 40Mbps para toda a população. Brant destaca que enquanto aqui fala-se em 1Mbps, nos Estados Unidos, a discussão está em 100Mbps para 75% da população.
De acordo com a assessoria de imprensa do Ministério das Comunicações, a proposta inicial do PNBL previa internet de 512Kbps a R$ 35,00. E, portanto, o governo melhorou a qualidade do plano ao dobrar a velocidade e manter o preço.
O órgão informou também que as negociações com o setor privado para implementação do PNBL têm avançado. “Dos mais de 3 mil provedores de internet que existem no Brasil, cerca de 600 já estão cadastrados para participar do plano. A meta é atender 150 cidades com a banda larga popular até final de 2011.”
Infraestrutura
Para melhorar a velocidade, Amadeu recomenda a instalação de redes de fibra óptica em todo o território nacional. “O problema não é tecnológico, mas sim político. O governo não quer gastar dinheiro levando fibra óptica para todo o País. Essa é a infraestrutura básica da sociedade da informação e, na minha opinião, a melhor tecnologia, porque permite aumentar a largura de banda para 40 e até 100Mbps”, explica.
Também na avaliação de Marcelo Zuffo, professor livre-docente da USP (Universidade de São Paulo), que defende a internet como serviço público gratuito, esse é o caminho para a universalização. “Além disso, os estados deveriam baixar os impostos cobrados sobre telecomunicações e os governos municipais poderiam oferecer internet grátis em lugares públicos”, sugere.
No mais, lembra ele, a tecnologia mais importante para o Brasil neste momento é a Wimax, uma espécie de Wi-fi de longo alcance. “O problema é que as frequências ideais para operação ainda não foram devidamente regulamentadas pelo governo”, relata.
Campanha
Preocupadas com os rumos do PNBL, entidades representativas se organizaram em prol da campanha “Banda larga é um direito seu – uma ação pela internet barata, de qualidade e para todos”. Entre as principais reivindicações ao governo federal, reconhecer a internet como serviço público, incorporar o tema da banda larga ao debate sobre o marco regulatório para o setor de telecomunicações, reabrir o diálogo com as organizações da sociedade civil, fortalecer o papel do Estado e retomar o investimento na Telebrás.
Disposta a interferir nas diretrizes do plano, a campanha promoveu em setembro último um seminário em Brasília. Segundo Brant, a novidade foi a afirmação do governo de que existe um projeto estratégico para massificar a banda larga e que as metas iniciais não devem ser vistas como a totalidade das políticas de inclusão digital. Também foi enfatizado que a questão da qualidade e o debate sobre regime público e o marco regulatório estão na pauta do governo.
Dando continuidade aos debates, o Comitê Gestor da Internet no Brasil realizará nos dias 13 e 14 de outubro, em São Paulo, o “I Fórum da internet brasileira”. Inscrições e informações podem ser obtidas no site.
Ver online : Federação Nacional dos EngenheirosSistema Conselhos de Psicologia e o I Fórum de Internet do Brasil
Precisamos escapar da sombra da censura imposta sobre a discussão da diversidade de conteúdos e buscar um bom debate sobre a construção e produção de conteúdos regionais e nacionais que permitam viabilizar e democratizar o acesso de novos sujeitos à liberdade de expressão.
O Sistema Conselhos de Psicologia – que reúne 20 Conselhos Regionais e o Conselho Federal – participa da mobilização do I Fórum de Internet do Brasil como resultado de um processo de gestão democrática da categoria, que elege em Congresso Nacional suas pautas prioritárias para a Psicologia.
Para a Comunicação, foi criado um Coletivo Nacional, que desde os preparativos para a I Confecom – Conferência Nacional de Comunicação, em 2009, compôs com os movimentos sociais na construção de proposta de Marco Regulatório para os artigos relativos à Comunicação na Constituição de 1988. Este é um trabalho de militância política e vem se desenvolvendo pela Psicologia engajada na construção de uma profissão marcada pelo compromisso social, por uma atuação ética e emancipatória. Entendemos que a Comunicação é decisiva na formação de um país mais justo e que supere as desigualdades. Além disso, a comunicação é elemento importante para a produção das subjetividades, com as quais lidamos no dia a dia de nosso exercício profissional.
É a luta contra a invisibilidade das desigualdades sociais, contra o preconceito, contra as limitações e restrições de acesso à comunicação das populações excluídas que vem motivando o engajamento de um coletivo de psicólogas e psicólogos no movimento social pela democratização da comunicação e pela liberdade de expressão.
Historicamente, tem havido concentração de poder sobre os meios de comunicação no Brasil. Cabe a poucas pessoas decidir sobre o que se tornará visível e o que não irá aparecer nos noticiários e nos programas de entretenimento. Nas últimas décadas, os dispositivos tecnológicos e suportes midiáticos têm recebido investimentos significativos, porém as garantias sobre os direitos humanos, sobre as questões da cidadania, a defesa das comunidades e de seus direitos a um território material e existencial, não tem acontecido na mesma proporção que o desenvolvimento dos aparatos tecnológicos. Da mesma forma, o acesso às condições de expressão das diversidades e regionalidades não tem melhorado. Entendemos que a teknè está indissoluvelmente associada à polis, e nosso debate no campo da Comunicação é politike, onde, afinal, podemos produzir movimento e novos discursos, que revelam a plena diversidade e o multiculturalismo, como exercício da liberdade de expressão.
A mídia exerce sincronicidade social. Frente a um aparato tecnológico que transmite conteúdos, ficamos sentados, sedados e, simultaneamente, adrenalizados pela carga de informação. A relação mediada pela máquina e sem o contato humano, neste modelo de sociedade de controle em que interagimos com o átomo-mercado, por meio de um aparato tecnológico que interfere na visão de mundo, nas crenças e valores, e até no próprio conceito de realidade. Precisamos de espaços públicos, da acessibilidade do olhar para o comum, para a mediação desta cornucópia informacional, garantindo direitos de universalização da educação para a mídia como moderadora da influência de nossa compulsão ao consumo. Esse modelo individualiza, fragmenta, atomiza. As pessoas imaginam-se socializadas porque possuem muitos vínculos e redes sociais, porém, precisamos nos perguntar: que vínculos são esses? Quantos encontram-se vulneráveis e suscetíveis frente aos conteúdos mediados por esses ambientes tecnológicos? Que oportunidades efetivas possuem as diferentes comunidades de mostrar sua diversidade, ou mostrarem como se vive nas diferentes regiões do país? A que interesses servem os conteúdos que são veiculados? Em que esses aparatos contribuem na construção de cidadania?
Precisamos escapar da sombra da censura imposta sobre a discussão da diversidade de conteúdos e buscar um bom debate sobre a construção e produção de conteúdos regionais e nacionais que permitam viabilizar e democratizar o acesso de novos sujeitos à liberdade de expressão.
Entendemos que toda e qualquer forma de opressão que se quer impor às mídias digitais será descartada diante de um marco regulatório construído com ampla participação da sociedade brasileira, e para que esta proposta possa realizar-se, recomendamos ampla participação e divulgação da consulta pública sobre a Plataforma para um Novo Marco Regulatório das Comunicações, em www.comunicacaodemocratica.org.br.
Defendemos a construção de espaços democráticos de participação política como os Conselhos de Comunicação Social estaduais e nacional, as propostas aprovadas na I Confecom – como a proibição de publicidade dirigida à crianças, e de bebidas alcoólicas, os cuidados sobre a publicidade relativas ao trânsito e mobilidade urbana e à exploração do uso da imagem do corpo.
CFP : http://comunicacao.pol.org.br/
Campanha pela Ética na TV www.eticanatv.org.br
Grassroots Internationalism: Global Social Movements on the Rise - Huffington Post (blog)
Grassroots Internationalism: Global Social Movements on the Rise
Huffington Post (blog)
Many members of GGJ have been participating in the World Social Forum since its founding in 2001. The WSF was created as an alternative to the World Economic Forum, as a statement that the people, not just business and political elites, should have a ...
30 anos de resistência feminista
União de Mulheres de S. Paulo e CIM-Centro Informação Mulher celebram uma história de lutas contra a opressão e a violência e por direitos. Veja convite aberto para a cerimônia dia 18 na Câmara Municipal de SP.
The Future of Global Connectivity - The Atlantic
The Atlantic
The Future of Global Connectivity
The Atlantic
And many of the people WEF is reaching out to would have assembled at the World Social Forum at Porto Allegre, not Davos. All of these shifts flow from a deeper vision of a global tree of life: a world in which personal mobile technology can connect ...
Mostra de arte na Casa da Rua do Amor: um grito da cultura popular brasileira na noite dedicada ao rock.
Produção de jovens e adultos que frequentam projeto social situado na Zona Oeste do Rio reúne a produção resultante da arte inserida no cotidiano da periferia.
Em 23 de setembro de 2011, enquanto a mídia elegia a Barra da Tijuca como centro das atenções, em outro ponto da Zona Oeste do Rio de Janeiro, a Casa da Rua do Amor realizava uma mostra de Arte com trabalhos produzidos pelos moradores de Tancredo Neves, Urucânia, Saquassú e adjacências que frequentam nove oficinas artísticas oferecidas pelo Projeto de Oficinas de Criação.
Projeto social comandado pela Cooperativa de Dinamizadores de Arte e Cultura do Estado do Rio de Janeiro, a Casa da Rua do Amor fez da mostra um grito de resistência da cultura produzida na parte menos favorecida da mesma Zona Oeste carioca onde está situada a emergente Barra da Tijuca e sua imponente cidade do rock. O trabalho cotidiano da Casa consiste em oferecer oficinas de Artes Plásticas, Danças Brasileiras, Capoeira, Música e Teatro. O objetivo das oficinas é envolver jovens e adultos na produção artística e colaborar com o desenvolvimento de novas habilidades e percepções que ajudem a criar competências e fortalecer a auto-estima dos frequentadores, estimulando a adoção de ações afirmativas que os transformem em pessoas emergentes nas diferentes esferas da cidadania.
Expostos no pátio da Casa, máscaras, telas e quadros produzidos por alunos foram apreciados pelos visitantes, provocando comentários que enchiam de orgulho os pequenos criadores que predominam nas oficinas. Com apenas 6 anos, Allam Bertoleiro expôs vários trabalhos criados nas diferentes linguagens aplicadas pelos dinamizadores para ampliar as possibilidades de contato com as Artes Plásticas e desenvolvimento de aptidões dos participantes do projeto. Na foto o pequeno artista exercita a capoeira em frente a um grafismo de sua autoria.
Integralmente concebido por alunos com idades entre 07 e 15 anos, o espetáculo “O jacaré Jacó” mostrou o apuro do oficineiro Zé Luiz dos Reis Moura e seu grupo dedicado ao teatro de bonecos. Formado por moradores do entorno, o público reunia algumas pessoas que ali viveram o primeiro contanto com o teatro, especialmente, com o teatro de bonecos.
Comandados pela Profa. Sheila Reis, alunos integrantes do grupo Brincando de Roda ocuparam o pátio externo com o Maculelê e a roda de capoeira. No mesmo espaço, os integrantes da Cia. de Dança comandada pela Profa. Myrian Pereira de Souza apresentaram o resultado do trabalho de pesquisa sobre Carimbó e danças brasileiras vindas da Região do Parintins. No interior da casa, o Prof. Oswaldo Rosário e alunos de diferentes idades que integram a Acústica Viramexe de Violões executaram um pequeno concerto composto por 10 músicas que, somadas àquelas utilizadas nas apresentações de dança, puseram os ritmos brasileiros em evidência em dia dedicado ao rock.
Fechando a noite, a mostra exibiu um trecho do espetáculo “Subúrbios de nós mesmos”, construção coletiva dos alunos da oficina de teatro dirigida por Luiz Vaz. O espetáculo resgata aspectos históricos dos subúrbios do Rio, cidade que teima em olhar para mar e dar as costas ao imenso contingente populacional que habita as periferias marcadas por adversidades que exigem atos cotidianos de resistência.
Nesta semana dedicada ao encerramento do mega festival de rock, a comunicação compartilhada dá visibilidade aos trabalhos produzidos na Casa da Rua do Amor, espaço que esbarra em invisibilidade oposta ao destaque que a mídia dedica a Barra, ao Rock e a outros itens ligados às elites brasileiras e distanciados dos segmentos populares e, em grande número, suburbanos.
Organizações sociais afirmam ao Banco Mundial que monocultivos de ávores não são florestas
No Dia Internacional Contra o Monocultivo de Árvores (21 de setembro), a Via Campesina e a Rede Brasil sobre Instituições Financeiras Multilaterais entregaram uma carta a representantes do Banco Mundial afirmando que é inconcebível que o Banco Mundial assuma que plantações de árvores são florestas e também que o projeto Plantar não pode ser considerado exemplar, sob nenhuma perspectiva. Esta intervenção aconteceu porque em uma consulta dessa instituição financeira com a sociedade civil, realizada no dia 25 de agosto, em Brasília, Pablo Fajnzylber, representante do Banco afirmou, dentre outras coisas, que “a sociedade brasileira hoje em dia já aceita que as plantações de árvores são florestas”.
Segundo Rosângela Piovezani, do Movimentos das Mulheres Camponesas (MMC), isto não é verdade. “Nós somos totalmente contrários ao projeto Plantar e outros financiados pelo Banco Mundial que se expandem e destroem comunidades, causando êxodo rural, diminuição de espécies da fauna e da flora e que se opõem frontalmente com o cuidado pela terra, característico da agricultura familiar”, afirmou ela na reunião.
Projeto de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), o Plantar ocupa uma área de 23.100 hectares de monocultura industrial de eucalipto em Minas Gerais e causa severos impactos socioambientais, econômicos e culturais, como o aumento da especulação fundiária, a paralisação da reforma agrária, o aumento do desemprego no campo, a redução da produção de alimentos e da disponilbilidade de água, além do estímulo ao desmatamento. Por estes e outros motivos, há quase dez anos a sociedade civil brasileira e internacional têm denunciado o projeto Plantar como um modelo de desenvolvimento desumano que agrava a crise climática.
“Existe uma campanha internacional chamada ‘Banco Mundial Fora do Clima'. O fato de financiar projetos que pioram as condições climáticas do planeta, como este da Plantar, é um dos motivos de existência desta campanha. Se o Banco não muda os seus financiamentos, a tendência é que o enfrentamento a eles aumente”, declara Gabriel Strautman, da Rede Brasil sobre Instituições Financeiras Multilaterais.
O gerente do Banco Mundial para o projeto Plantar, Garo Batmanian, afirmou na reunião que o Banco não considera que plantações de árvores sejam florestas e que esta foi uma fala infeliz do representante da instituição. Em relação ao fato de o Plantar ser considerado um projeto modelo, ele afirma que “trata-se de uma possível alternativa para diminuir o impacto do carvão vegetal que vem sendo produzido ilegalmente”. No que as organizações presentes responderam prontamente que, por todos os impactos que causa, trata-se de uma falsa solução.
Estiveram presentes na reunião representantes do Movimento das Mulheres Camponesas (MMC), Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), Conselho Indigenista Missionário (Cimi), Rede Brasil sobre Instituições Financeiras Multilaterais, além do Banco Mundial. A carta também foi enviada aos ministérios de Meio Ambiente e de Relações Exteriores, à Secretaria de Direitos Humanos, ao Grupo Plantar e às comissões de Meio Ambiente e Relações Exteriores da Câmara e do Senado.
Ver online : Jornada de AgroecologiaPress Release – Wellington Workers' Educational Association - Scoop.co.nz (press release)
Press Release – Wellington Workers' Educational Association
Scoop.co.nz (press release)
The first World Social Forum (WSF) was held in January 2001 in Porto Alegre, Brazil as a counter forum to the World Economic Forum (WEF) held in Davos, Switzerland at the same time. Since then they have become a focus for international action drawing ...
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More Happening in Wellington than Rugby - Scoop.co.nz (press release)
More Happening in Wellington than Rugby
Scoop.co.nz (press release)
The first World Social Forum (WSF) was held in January 2001 in Porto Alegre, Brazil as a counter forum to the World Economic Forum (WEF) held in Davos, Switzerland at the same time. Since then they have become a focus for international action drawing ...
The Greek Debt is Unpayable: Interview with Bernard Cassen - Toward Freedom
Toward Freedom
The Greek Debt is Unpayable: Interview with Bernard Cassen
Toward Freedom
In 2000, Cassen opened the doors of its small office in Paris in order to design (alongside other civil society organizations) the World Social Forum (WSF), which thanks to his suggestion was held for the first time in Porto Alegre. ...
Libya: Illustrious corpses -- the truth is always revolutionary - Mathaba.Net
Libya: Illustrious corpses -- the truth is always revolutionary
Mathaba.Net
At one time Ramonet was extremely proud of his work promoting the World Social Forum. That body is thoroughly compromised by its links to corporate funders. On Libya, Ramonet also dishonestly suggests as a fact something he most certainly does not know ...
WSF Bulletin/Boletim FSM
Fórum Social Sul da Ásia, Fórum Social São Paulo, Rio+20 entre as agendas de mobilização internacional
Boletim FSM
28 de setembro de 2011 Neste Boletim- Fórum Social Sul da Ásia: inscrições abertas
- Fórum Social de São Paulo
- Ação Global: Direitos dos Migrantes, Refugiados e Pessoas deslocadas
- Movimento Altermundista e desafios da Rio+20
- Fórum Social Temático Porto Alegre 2012
- FSM: Diálogos em Diyarbakir
- Calendário de Lutas
- FSM Online
Setembro
- Fórum Social Bas Saint-Laurent
Outubro
- Campanha Mundial pelo Direito ao Habitat
- Seminario Internacional sobre Integração Latinoamericana desde Baixo
- Fórum Social do Sul da África
- Fórum Internacional de Economia Social e Solidária
- Fórum Social Congolês
- Fórum Social de São Paulo
Novembro
- Fórum Internacional Saberes, Sabedorias e Imaginários
- Fórum Social Sul da Ásia
- Reunião Conselho Internacional do FSM
- 8o Encontro Internacional MMM
- Dia de Ação Global pelos Direitos dos Migrantes,
Fórum Social Sul da Ásia: inscrições abertas
Sob o tema Democracia para a Transformação Social no Sul da Ásia: participação, equidade, justiça e paz o evento abre suas inscrições em seis categorias: participantes individuais, organizações, eventos ou atividades com expansão, atividades a distância, atividades locais. O Fórum Social do Sul da Ásia, que acontecerá entre 18 e 22 de novembro, em Dhaka (Bangladesh), tem objetivo de criar um novo Sul da Ásia livre da pobreza e da fome causadas pela exploração, privação, discriminação e opressão. Leia mais
O que fazer para que o interesse público e os direitos dos cidadãos de São Paulo prevaleçam sobre os interesses do dinheiro e do lucro? A pergunta vem orientando a construção do Fórum Social São Paulo que acontecerá dias 29 e 30 de outubro, na capital paulista, Brasil. Até o dia 17 de outubro será possível inscrever atividades autogestionadas, que integrarão a programação do FSSP, e também se inscrever individualmente no Fórum. Leia mais
Dia de Ação Global pelos Direitos dos Migrantes, Refugiados e Pessoas deslocadas
Ratificado durante o Fórum Social Mundial em Dacar (2011), o Dia de Ação Global contra o Racismo e pelos Direitos dos Migrantes, Refugiados e Pessoas Descolocadas acontecerá dia 18 de dezembro. A proposta havia sido lançada em Quito, durante o Fórum Global sobre Migração (2010). Muitas organizações de diferentes países, regiões e cidades já estão construindo suas manifestações. Leia mais
Movimento Altermundista e desafios da Rio+20
Para o capitalismo global, os desastres sociais ou naturais - como são a mudança climática e colapso da biodiversidade -, representam novas oportunidades, novos mercados, novas possibilidades para uma economia e um crescimento verde. Por Geneviève Azam e Michael Löwy (EN), (FR), (CS)
Foto: Otra Cantabria es Posible
Fórum Social Temático Porto Alegre 2012
Evento acontece entre 24 e 29 de outubro de 2012, na Grande Porto Alegre (RS) sob o tema Crise Capitalista, Justiça Social e Ambiental. Entre 22 e 23 de outubro deste ano, haverá o Seminário Internacional de Metodologia, em Porto Alegre. O Fórum Temático será preparatório para a Cúpula dos Povos da Rio+20, pararelo à Conferência Oficial, marcada para 26 de maio a 6 de junho de 2012, no Rio de Janeiro (RJ). O texto base do Fórum está disponível em PT e EN.
Assista aos vídeos da reunião inter comissões do Conselho Internacional do FSM que aconteceu em 26 e 27 de setembro, de em Amed/Diyarbakir (Curdistão). O evento foi transmitido ao vivo. Confira a seqüência aqui.
As datas foram extraídas principalmente dos encaminhamentos das Assembleias de Convergência para Ação, durante o Fórum Social Mundial Dacar 2011.
Sem data
Conferência Internacional sobre a Livre Circulação de Pessoas
Mobilizações em torno da: COP17(África do Sul), Cochabamba (Bolívia)
Semana Mundial de Ação em solidariedade às vítimas do racismo e da xenofobia
Fórum Social na Tunísia
2011
Março
4 de março
Mulheres na luta contra os agrotóxicos
20 de março
Dia de Solidariedade Internacional com o povos palestino e africano
Abril
1 a 4 de abril
Ações de apoio à revolução tunisiana - visita de integrantes do CI do FSM, dos Fóruns Sociais Africano, do Magreb e Tunisiano, à fronteira entre Tunísia e Líbia
19 a 24 de abril
Reunião com o Comitê do FSMaghreb e visita à Gafsa, Sidi Bouzid e Kasserine
Maio
Semana de Ação Global em favor d liberdade de Gaza Flotilla II (na última semana do mês)
21 e 22 de maio
Mobilizações contra G-8, em Le Havre
25 a 27 de maio
Reunião do Conselho Internacional do Fórum Social Mundiall
Agosto
11 de agosto
Congresso da Organização Continental da América Latina e o Caribe de Estudantes (OCLAE)
Outubro
3 de outubro
Campanha Mundial pelo Direito ao Habitat
12 de outubro
Dia de Ação Global contra o Capitalismo
31 de outubro
Mobilizações contra o G-20, na França
Ainda neste mês: Conferência Internacional sobre o impacto da invasão norte-americana no Iraque
Dezembro
18 de dezembro
Dia de ação global contra o racismo, pelos direitos e dignidade dos migrantes e refugiados
2012
Maio
Mobilizações em torno da Rio+20
Outubro
1o de outubro
Campanha Mundial pelo Direito ao Habitat
E ainda:
Fórum Mundial de Mídias Livres e Alternativas
Fórum Solidariedade à Palestina
Semana Internacional de Fóruns Sociais Locais
Fórum Mundial de Cultura e Educação Transformadoras Temático
2011
Evento: Sustentável 2011 – 4o Congresso Internacional sobre Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) - preparatório para Cúpula do Povos durante a Rio+20
Local: Rio de Janeiro (Brasil)
Data: 27 a 29 de setembro
Contato: +55 21 2483 2250
Site: www.cebds.org.br
Evento: Fórum Social Bas Saint-Laurent
Local: Região de Bas Saint-Laurent (Canadá)
Data: 29 de setembro a 2 de outubro
Site: www.forumsocialbaslaurentien.org
Evento: Campanha Mundial pelo Direito ao Habitat
Date: 3 de outubro
Site: http://por.habitants.org/
Evento: II Seminario Internacional sobre Integração Latinoamericana desde Baixo
Local: Maracaibo (Venezuela)
Data: 10 a 12 de outubro
Contato: jqarostomba@gmail.com
Evento: Fórum Social do Sul da África
Local: Zâmbia
Data: 13 a 15 de outubro
Contato: zamsof@zambia.co.zm (Gershom Kabaso)
Evento: Fórum Internacional de Economia Social e Solidária
Local: Quebec (Canadá)
Data: 17 a 20 de outubro
Contatos: emilien.gruet@chantier.qc.ca (Émilien Gruet) / beatrice.alain@chantier.qc.ca (programação) (Béatrice Alain)
Site: www.fiess2011.org/es/
Evento: Segundo Seminário Nacional Rumo a Rio+20
Local: São Paulo (Brasil)
Data: 17 e 18 de outubro
Contato: dialogosnacionais@vitaecivilis.org.br
Site: http://vitaecivilis.org/economiaverde/index.php
Evento: Fórum Social Congolês
Local: Kinshasa (República Democrática do Congo)
Data: 23 a 26 de outubro
Contato: +243(0)990023637 – forumsocialcongolais@gmail.com
Evento: Fórum Social de São Paulo
Local: São Paulo (Brasil)
Data: 29 e 30 outubro
Contato: fssp2011@gmail.com
Site: http://forumsocialsp.org.br
Evento: Fórum Internacional Acadêmico Comunitário : Saberes, Sabedorias e Imaginários -
Territorialidades Locais, Regionais, Globais
Local: Córdoba (Argentina)
Data: 7 a 11 de novembro
Contato: foro2011@plurales.org
Site: http://www.plurales.org/foro2011/foro_es/index.html
Evento: Fórum Social Sul da Ásia
Local: Bangladesh
Data: 18 a 22 de novembro
Evento: Entrega de documentos para apreciação da Assembleia da ONU Rio+20 (pela internet)
Data: 10 de novembro
Contato: uncsd2012@un.org
Site: www.uncsd2012.org/rio20/
Evento: 8o Encontro Internacional MMM
Local: Quezon (Filipinas)
Data: 20 a 25 de novembro
Evento: Reunião Conselho Internacional do FSM
Local: Bangladesh
Data: 23 a 25 de novembro
Evento: Segunda Intersessional da ONU – preparatória Rio+20
Local: Nova York (EUA)
Data: 15 e 16 de dezembro
Evento: Dia de Ação Global pelos Direitos dos Migrantes, Refugiados e Pessoas deslocadas
Local: vários países
Data: 18 de dezembro
Contato: info@globalmigrantsaction.org
Site: http://globalmigrantsaction.org/
2012
Evento: Fórum Social Temático: crise capitalista, justiça social e ambiental - Porto Alegre e Região Metropolitana 2012
Local: Porto Alegre, RS (Brasil)
Data: 24 a 29 de janeiro
Evento: Fórum Mundial de Educação Temático Justiça Social e Ambiental
Local: Gravataí, RS (Brasil)
Data: 24 a 29 de janeiro
Contato: albert.sansano@gmail.com
Site: www.forummundialeducacao.org
Evento: Festival Internacional de Música Livre
Local: Porto Alegre (Brasil)
Contato: 55 11 8699 – 6683 (Gustavo Anitelli) / 55 51 9104 – 7759 (Richard Serraria)
Site: http://musicaparabaixar.org.br/
Evento: Fórum Temático de Soberania Alimentar
Local: Haiti
Data: fevereiro
Evento: Segunda Intersessional da ONU – preparatória Rio+20
Local: Nova York (EUA)
Data: 5 a 7 de março
Evento: Reunião Conselho Internacional do FSM
Local: Curdistão
Data: 17 de março
Evento: 30 Encontro Nacional de Blogueiros
Local: Salvador (Brasil)
Data: maio
Evento: 16 dias no Rio de Janeiro
Local: Rio Janeiro (Brasil)
Data: 26 de maio a 10 de junho
Evento: PREPCOM3 ONU
Local: Rio Janeiro (Brasil)
Data: 28 a 30 de maio
Evento: UNCSD-2012 – preparatório Rio+20
Local: Rio de Janeiro (Brasil)
Date: 4 a 6 de junho
Evento: Fórum dos Fóruns
Local: Galícia (Espanha)
Date: junho/julho
Evento: Reunião Conselho Internacional do FSM
Local: Maghreb
Data: segundo semestre
Evento: Campanha Mundial pelo Direito ao Habitat
Date: 3 de outubro
Site: www.habitants.org/
Evento: Fórum Internacional em Solidariedade ao Povo Palestino
Local: Brasil
Data: novembro 2012
Evento: VI Fórum Pan-Amazônico
Local: Cobija (Bolívia)
Contato: 55 93 3522 6852 / contato@forumsocialpanamazonico.org
Site: www.forumsocialpanamazonico.org
Evento: 2o Fórum Social de Laval
Local: Laval (Canadá)
Data: 2012
Site: www.forumsocialdelaval.org
Conheça os veículos e espaços de comunicação que atuam no universo do processo Fórum Social Mundial e que têm suas práticas fundamentadas no conceito da Comunicação Compartilhada que, no contexto do Fórum, desde 2000, vem sendo construído e amadurecido por mídias alternativas de diversos países, grupos, redes, coletivos, movimentos sociais, instituições.
Este boletim é editado pelo Escritório do FSM e distribuído por email.Edição:
Thaís ChitaTradução: André Bailão e Hélio Menezes
Para enviar pauta e/ou receber o boletim FSM escreva para: fsmsite @ forumsocialmundial.org.br e coloque no campo "assunto" do e-mail as palavras PAUTA e/ou INSCRIÇÃO.
Escritório FSM - Brasil
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email: fsminfo @ forumsocialmundial.org.br
site: www.forumsocialmundial.org.br
Imagens da queda
Quem está derrubando os autocratas do Oriente Médio e Norte da África? A julgar pelo que vemos nas mídias de massa, o povo tem sido o único protagonista. Mas um olhar mais atento, pelo menos nos casos do Iraque e Líbia, mostra um outro ator de peso construindo a realidade imagética dos conflitos nesse início de século
Na assim chamada Primavera Árabe, mais um ditador de longa história no poder, o governante da Líbia por 42 anos Muammar al Gaddafi, foi derrubado apesar das promessas de massacres dos inimigos e resistência infinita. No momento em que esse artigo era escrito, o líder líbio permanecia desaparecido, talvez deixando a barba crescer oculto em algum buraco em sua cidade natal, Sirte, da mesma forma que Saddam Hussein também tentou se esconder num pequeno abrigo subterrâneo em Tikrit.
Essa, no entanto, não é a única coincidência. O Iraque, junto com a Venezuela, foi dos criadores da Organização dos Países Exportadores de Petróleo – OPEP, entidade que tirou dos EUA e Inglaterra o controle absoluto sobre o preço do petróleo no mercado internacional. Já o país norte-africano foi o primeiro a conseguir das petroleiras estrangeiras mais de 50% das receitas sobre o óleo, exatamente com a ascensão do agora ex-líder em 1969.
Portanto, não é de se estranhar que esses líderes, ao contrário dos ditadores da Arábia Saudita, Iêmen e Bahrein que seguem tendo apoio irrestrito do Ocidente (assim como tiveram os governantes do Egito e da Tunísia antes de suas quedas), tenham caído com a “pequena ajuda” de massivos ataques de “amplas coalizões” de exércitos de algumas das maiores potências bélicas mundiais.
Nas imagens que simbolizam o momento exato da derrubada dos regimes e que ficarão no imaginário coletivo global, contudo, isso não fica assim tão claro. Tanto na Líbia como no Iraque, é a destruição física de monumentos/imagens representativos dos ditadores (a estátua de Saddam em Bagdá e a “mão de Gaddafi” esmagando um F16 dos EUA durante o bombardeio que teria matado uma de suas filhas em 1986) que caracterizaram esse instante histórico nas páginas dos principais jornais e revistas do mundo, assim como nos noticiários de tevê e internet. Em ambos os casos, as fotos mostram o que seriam cidadãos dos próprios países (“populares” no caso iraquiano e “rebeldes” no líbio) liderando as ações. Nas imagens, nenhum militar estrangeiro aparece tomando o quartel de Gaddafi e também são raros os enquadrados pelas câmeras na praça central de Bagdá.
No Iraque, a história da construção dessas imagens já está sendo contada. No filme A guerra que você não vê (The war you don't see) lançado na Inglaterra em 2010 pelo jornalista e documentarista de origem australiana John Pilger, o repórter da BBC de Londres Reggy Yama, que cobriu os eventos no local, admite com todas as letras que a derrubada da estátua de Saddam “foi um momento criado para a televisão” e “o único acontecimento disponível para as câmeras da imprensa internacional reunida no topo do Hotel Palestine”. Pilger apresenta ainda um relatório interno do exército estadunidense descrevendo o que os militares chamam de “circo da mídia”, com “quase tantos repórteres quanto iraquianos” e que a decisão de derrubar o monumento foi tomada por um oficial dos EUA para “explorar” essa oportunidade imagética.
Ainda é muito cedo para termos certeza do que de fato está acontecendo na Líbia. No entanto, pelo menos uma das imagens divulgadas da tomada de Trípoli traz fortes indícios de que foi deliberadamente criada para as câmeras internacionais: a foto de um “cidadão” erguendo pelo teto solar de seu carro um estandarte líbio de antes de Gaddafi atado a bandeiras da França, Estados Unidos, Itália e Inglaterra.
Ela é simbólica ao mostrar a “coalizão” de países que “ajudaram” a derrubar o ditador. Mas dificilmente um líbio com o mínimo de conhecimento da história de seu próprio país (e o analfabetismo é zero na Líbia) teria o desplante de brandir o pendão italiano nas ruas da capital. Afinal, a violenta colonização, entre 1911 e 1942, por parte da pátria de Benito Mussolini teria deixado cerca de 600 mil mortos no país norte-africano. O próprio chefe de governo Silvio Berlusconi reconheceu esse fato em 2008 com um pedido formal de desculpas e a promessa de investimentos de US$ 5 bilhões em 25 anos em troca da “ajuda” de Gaddafi na repressão contra a “imigração ilegal” da África para a Europa.
A imagens são fundamentais porque, segundo a ensaísta estadunidense Susan Sontag em seu livro “Diante da dor dos outros”, “na era da guerra telemonitorada contra os inumeráveis inimigos do poder americano, as normas do que deve e do que não deve ser visto ainda estão sendo elaboradas. Os produtores de programas jornalísticos na tevê e os editores de fotografia das revistas e dos jornais tomam, todos os dias, decisões que consolidam o instável consenso acerca dos limites do conhecimento do público”.
Na mesma linha, o professor Boris Kossoy explica em “Os tempos da fotografia” que “Assim são construidas ‘realidades', assim é moldada a memória, à medida que: a) as imagens do mundo são produzidas e distribuídas cada vez mais por alguns poucos e poderosos impérios da informação; b) fotografias destinadas a ilustrarem notícias são selecionadas em bancos de imagens; c) inúmeras imagens que não foram utilizadas na ilustração de notícias (seja porque não agradavam esteticamente ou não se prestavam ideologicamente ou por alguma outra razão) são ‘deletadas' nas próprias câmeras dos fotógrafos ou fora delas, interferindo não apenas na notícia ou matéria jornalística de hoje, mas também na construção da memória coletiva, que, por sua vez, estará sendo igualmente manipulada, moldada.”
Dificilmente o povo líbio terá no futuro um destino muito diferente do vivido pelo iraquiano desde de 2003. O mais provável é que o controle sobre os poços de petróleo seja disputado pelos mesmos interesses comerciais que controlam a construção do imaginário mundial sobre esses conflitos. E a única possibilidade de influir, por menos que seja, na criação dessa ‘realidade' é com a difusão de informações e imagens contra-hegemônicas.
Ver online : MediaquatroPor Vinicius Souza e Maria Eugênia Sá Publicado originariamente em Ideias em Revista 34 (periódico do Sindicato dos Trabalhadores nas Justiças Federais do Rio de Janeiro - SISEJUFE) http://sisejufe.org.br/portal/index...
Arrestos en Wall Street
La conocida protesta ‘Ocupa Wall Street', empezó hace una semana en el centro financiero de Nueva York. Unas 200 a 300 personas han dormido cada noche desde el 17 de septiembre pasado en el parque Zuccotti, nombrado ahora como plaza de la Libertad, en protesta contra la situación económica y política que se vive en los Estados Unidos.
En uno de los comunicados elaborado en la semana se afirma que "Somos el 99% de la población y estamos tomando medidas para apropiarnos de un futuro que está embargado", con lo que intentan dar a conocer sus objetivos, semejantes a los de otras acampadas-protestas de España, Grecia, Israel.
Pero, el sábado pasado por la mañana, el lugar llegó a superar el millar de personas y emprendió su marcha pacífica por Nueva York, sin la autorización local correspondiente; iban en dirección a Union Square, una de las plazas más céntricas y archiconocidas de la ciudad, en donde los ciudadanos pueden apreciar mejor el fenómeno de la protesta que en el limitado distrito financiero.
Pero, antes de que llegar, explican, la policía los rodea y comienzan los arrestos, sin más y de forma violenta. Sabían bien a quien llevarse. Primero a los del equipo de prensa y audiovisuales, y también a todos los que han dirigido de algún modo las asambleas diarias. Se trata de un grupo humano formado principalmente por jóvenes estudiantes y desempleados, pero donde no faltan profesores universitarios, jubilados, sindicalistas y gente de todo tipo, obviamente, y procedentes de diversos lados.
Agregan que ‘ha sido una acción muy violenta y desproporcionada, porque la actitud de la marcha era absolutamente pacífica' y, por su lado, la policía de Nueva York declara a la agencia AP que la mayoría de las detenciones se han producido por bloquear el tráfico. Claro que mucho de esta acción policial ha quedado filmada. Así que puede apreciarse lo que realmente hacen.
Y no todo es esto, pues por una parte este grupo de entusiastas consigue que comiencen acampadas en otros puntos del país, como en Chicago; pero, por otro lado, empieza otra pesadilla: al anochecer unas 600 personas celebraban una asamblea completamente rodeados de agentes y con más de veinte furgonetas policiales apostadas en la vecina Broadway.
Resulta que han cambiado – según explican - el inusual estatus de esta plaza Zuccotti, que es propiedad privada pero de uso público y con reglas distintas a las plazas municipales (donde no se puede acampar y menos de noche), lo que impedía expulsaran a los activistas. Entonces, por la mañana quitan la placa con el nombre de la plaza y ponen otra que dice explícitamente que se prohíbe tirarse al suelo, usar bolsas de dormir, instalar tiendas de campaña, disponer de mesas y bancos para poner cosas, o sea, impiden todo lo que se está haciendo. Lo cual no parece augurar nada bueno a los activistas.
Además, quienes han visto los arrestos cuentan que, estos agentes son malísimos, están como deshumanizados, son del tipo militar. Pero ya ha corrido la voz y la noticia de los arrestos llega a la prensa -por vez primera en toda la semana los grandes medios de EEUU relatan la protesta - y la gente sigue uniéndose a la manifestación, mientras surge el temor de ser desalojados por la madrugada, cuando la gente que apoya se retire. Sienten no obstante que a pesar de la agresividad policial la actitud de los participantes sigue positiva, con la moral alta y seguirán alertas; hay que resistir, se plantean, y estar en vigilia por la noche.
Por las redes sociales informan del arresto. Envían mensajes como: ‘Vamos en un autobús unos cincuenta, esposados, avisando de un ¡ARRESTO MASIVO ILEGAL!!... o, sabemos que hemos de seguir siendo fuertes, puesto que incluso ESPOSADOS nos podemos comunicar, con esta tecnología sencilla', y cosas semejantes. Lo nunca visto.
Sin duda algo ha empezado en ‘la gran manzana', ¿se caerá como la de Newton (por su propio peso)?
Foto: The Inquisitr
Ver en línea : http://www.pressenza.com/npermalink...Chomsky apóia protestos em Wall Street
Quem tenha olhos para ver conhece o gangsterismo de Wall Street - das instituições financeiras em geral - e sabe que causou grave dano ao povo dos EUA (e do mundo).
Por Noam Chomsky, no sítio do Ocuppy Wall Street:
Quem tenha olhos para ver conhece o gangsterismo de Wall Street - das instituições financeiras em geral - e sabe que causou grave dano ao povo dos EUA (e do mundo). Deve saber também que tem sido isso, com danos cada vez maiores, há 30 anos, e que o poder de Wall Street e das instituições financeiras aumentou radicalmente e, com ele, o seu poder político.
Wall Street e as instituições financeiras iniciaram um ciclo vicioso que levou a imensa concentração de riqueza e, com ela, também do poder político, em um pequeníssimo setor da população, uma fração de 1%. Ao mesmo tempo, o resto da população foi transformada no que às vezes é chamado de "um precariato" - lutando para sobreviver numa existência precária.
Wall Street e as instituições financeiras também praticam com impunidade quase completa as suas atividades nefastas: são não só "grandes demais para quebrar"; também são "grandes demais para a cadeia".
Os corajosos e honrados protestos em curso em Wall Street devem chamar a atenção pública para essa calamidade e levar a esforços concentrados e dedicados para superá-la e orientar a sociedade para uma via mais saudável.
Ver online : http://altamiroborges.blogspot.com/...


FSM 2010, by: